Como Funciona a Rede do Bitcoin – Parte I

O Bitcoin funciona através de uma rede peer-to-peer. Isso significa que há uma rede formada por supercomputadores (nós) responsáveis por criar ou minerar os blocos da rede.

A rede do Bitcoin é executada através do protocolo TCP. Ela é formada por diversos nós com conexões aleatórias entre si. Quando um novo nó se une a rede, ele conecta-se a um nó que já faz parte dela. Ele é chamado de seed node (nó semente) de novo nó. Além de se conectar ao seed node, o novo nó pede para conectar-se aos outros nós que estão pareados a ele e assim sucessivamente. O nó que acabou de se juntar a rede pode interagir com quantos peers desejar.

 Quando uma transação é transmitida a rede, existe um algoritmo chamado gossip (fofoca). Ele faz com que todos os nós saibam a respeito daquela transação.

Por exemplo, Maria deseja pagar para José uma quantia em Bitcoins. A carteira ou exchange que a Maria utiliza transmite a transação para o nó número quatro. O nó quatro capta esta transação e a emite para todos os outros nós conectados a ele. Então, esses nós colocam a transação na sua lista de transações pendentes. Como cada transação tem seu próprio hash, o nó vai conseguir identificar se já captou aquela transação ou não. Dessa forma, ela não fica sendo transmitida eternamente pela rede.

Quando um nó recebe uma transação ele deve decidir se deve ou não propagar aquela transação para a rede, ou seja, se esta transação é válida.

Os nós validam a transação ao executar um script e verificar se aquela quantia que está sendo negociada não foi gasta anteriormente. Qualquer transação que apresente um script estranho e fora do padrão não será aceita pelos nós. Não existe nenhuma autoridade central no Bitcoin. Isso significa que, a princípio, qualquer pessoa pode se tornar um nó na rede e implementar a lógica que deseja para verificar a validade da transação.

Por exemplo, suponha agora que Maria tente pagar X satoshis para José e, logo em seguida, tenta pagar os mesmos X sathosis para Pedro. Os nós que captaram a primeira transação não irão transmitir a segunda. Mesmo que as duas transações sejam válidas, porque a quantia ainda não foi gasta, eles apenas transmitem a primeira que ouvem. Essa é uma forma que o nó tem de manter a rede trabalhando corretamente.

No exemplo anterior, se alguns nós captam primeiro a transação de Maria para José enquanto outros captam a transação de Maria para Pedro, a rede tem um desacordo temporário. Ambas transações estão pendentes e os nós competem entre si para decidir qual o próximo bloco anexado ao blockchain. O sinal que uma das transações foi validada é a sua anexação ao blockchain. Quando isso ocorre, os nós descartam a segunda transação, pois esta configuraria uma tentativa de gasto duplo. Portanto, os mineradores validam as transações ao anexá-las no blockchain. Uma vez que ela está no registro, permanecerá para lá para sempre.

 

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