O que é o Bitcoin? – Introdução

As diferenças entre o Bitcoin e as formas de pagamento atuais. 

 

Vou começar aqui no blog uma série de posts explicando sobre o funcionamento do Bitcoin.  Essa série de posts teve como base o curso “Bitcoin e Tecnologias de Criptomoedas”, oferecido pela Universidade de Princeton e disponível gratuitamente na plataforma Coursera.   

O Bitcoin (฿) é uma moeda digital (ou criptomoeda), criada em 2009, por uma pessoa ou grupo de pessoas desconhecido, sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. É um meio de pagamento eletrônico e um software de código aberto, que tem como base um sistema peer-to-peer, ou seja, diversos computadores ao redor do mundo podem ser um nó nessa rede, contribuindo para o funcionamento do sistema.

Isso leva a uma das principais características do Bitcoin: a descentralização.

O Bitcoin não possui nenhum órgão, país ou entidade reguladora, sendo exclusivamente baseado no conceito de zero-confiança. Isso significa que as transações são feitas por meio de recursos criptográficos e registradas num banco de dados distribuído, o blockchain. Esses recursos também são usados na proteção contra fraudes, garantindo a segurança do sistema e a criação de novas moedas. As regras desse sistema monetário foram estabelecidas pelo seu criador e podem ser lidas em seu whitepaper.

Fonte: Unplash

Algumas informações rápidas sobre o Bitcoin:

  • O Bitcoin também é conhecido pela abreviação BTC.
  • Já foram criados quase 17 milhões de Bitcoins. A quantidade máxima de 21 milhões de BTCs será alcançada em 2140.
  • Sua menor unidade, um satoshi, possui 8 casas decimais, ou seja, 0,00000001 BTC.  Satoshi é em homenagem ao criador da moeda. 
  • Os Bitcoins são armazenados, ou melhor dizendo, a informação necessária para negociar Bitcoins são armazenadas em uma carteira.

Nos próximos posts, explicarei a forma como Bitcoins são criados.

Vamos revisar como as negociações ocorrem atualmente.

As transações financeiras realizadas por duas ou mais pessoas são administradas por um intermediário, ou seja, uma terceira parte idônea, na qual as pessoas envolvidas na transação confiam. Exemplos: Envio de dinheiro para o exterior, depósitos e transferências bancárias, pagamentos com cartões de crédito, entre outros. A Mastercard, a Visa, os bancos, as casas de câmbio nada mais são do que os intermediários das transações.

Imagine que você, estando no Brasil, queira enviar uma remessa em dinheiro para alguém que está no Japão. Como você faria isso? Os métodos mais usuais são através de casas de câmbio ou bancos. Nas casas de câmbio, é feita uma ordem de pagamento, informando a localização e identificação do beneficiário, sendo que este precisará ir até uma agência ou caixa eletrônico para efetuar o saque. Caso opte por uma transferência bancária, ambas as pessoas precisam ter uma conta corrente. Existem também sites que realizam esse serviço.  A questão é que todas essas formas são intermediadas por empresas, que incluem o valor do seu serviço nas tarifas da transação, aumentando o seu valor.  Além disso, as transações não são instantâneas.

Eliminamos essas desvantagens quando as transações acontecem pessoalmente e com dinheiro físico. Entretanto, com o crescente número de transações online, essa forma de interagir é um tanto quanto inconveniente. Não existia, até então, um mecanismo que fizesse pagamentos por meios eletrônicos, sem a necessidade de um órgão centralizador.  

E eis que surge o Bitcoin para solucionar esse problema.

Já que não existe um órgão centralizador, como são realizadas as transações com Bitcoins?  Isso é o que veremos na parte II, na qual introduziremos o conceito do blockchain.

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *