O uso da criptografia no Bitcoin – Assinaturas Digitais

Neste segundo post, falaremos sobre a criptografia como parte fundamental no funcionamento do Bitcoin

No post anterior, vimos que o Bitcoin usa recursos criptográficos para que a transação seja segura e que esse sistema monetário alcance a descentralização. Mas como isso é feito? Bom, você já ouviu falar sobre criptografia, certo? Resumindo, é uma técnica que transforma uma mensagem: somente a pessoa que possui a chave possa decifrar seu conteúdo. 

Na rede peer-to-peer que é o Bitcoin, toda transação é uma mensagem transmitida aos nós da rede. Essas transações são mensagens encriptadas: a informação contida ali foi transformada através de um algoritmo. Dessa forma, somente a pessoa que possui uma chave pode ler (desencriptar) essa mensagem. Além disso, a chave também é usada para encriptar uma mensagem pura (dados não encriptados), através da técnica criptográfica conhecida como assinatura digital.

Segundo o whitepaper divulgado pelos idealizadores do Bitcoin, uma moeda digital é uma cadeia de assinaturas digitais.

Além disso, assinaturas digitais são uma forma de autenticar uma informação digital. Elas substituem a assinatura física, garantindo a autenticidade do remetente da mensagem.  As pessoas que negociam com Bitcoin possuem uma carteira (wallet) seja ela numa exchange (corretora) ou softwares que fornecem esse serviço. Essa carteira possui um par de chave pública e chave privada correspondente. Com esse par de chaves, é realizada a assinatura digital.  Qualquer um pode visualizar sua chave pública, igual ao número da sua conta bancária. Por outro lado, a chave privada é semelhante a uma senha, somente você possui acesso. 

A mensagem (ou transação) enviada pela chave pública é assinada digitalmente pela chave privada. A sua identidade é dada pela sua chave pública. A chave privada é uma ferramenta que garante a autenticidade da mensagem (ou transação) transmitida pela chave pública. Por exemplo: José deseja enviar para Maria uma certa quantia em Bitcoins. Nesse sistema, a transação é a mensagem assinada digitalmente pelo José (através de sua chave privada), quem também contém o endereço público da Maria e um hash. Qualquer pessoa pode criar uma nova identidade (chave pública) a qualquer momento, assim como criar quantas identidades desejar.
Como citado acima, na rede do Bitcoin, além das assinaturas digitais, é utilizada outra técnica criptográfica conhecida como função hash, que veremos no próximo post

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